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Christian Dior, Schiaparelli e Iris Van Herpen – iluminaram Paris com tradição e inovação

Depois da estreia das norte-americanas Rodarte e Proenza Schouler, as veteranas na passarela da alta-costura – Christian Dior, Schiaparelli e Iris Van Herpen – iluminaram Paris com tradição e inovação. As marcas de luxo mostraram por que continuam sendo referência de moda.

Alta costura em Paris

A Dior, agora sob a responsabilidade criativa da designer italiana Maria Grazia Chiuri, partiu numa expedição inspirada por mulheres fortes. A coleção de alta-costura dedicada ao outono-inverno 2017/2018 homenageou o legado de mulheres como a exploradora Freya Stark ou a piloto Amy Johnson.

Dior

Depois de ter se tornado a primeira mulher a assumir a liderança criativa da casa no ano passado, Chiuri adotou o slogan “We should all be feminists”. Freya Stark costumava escolher peças do guarda-roupa masculino para as suas expedições no Oriente médio, depois da I Guerra Mundial e, por isso, Maria Grazia Chiuri transportou o seu estilo para a alfaiataria, sem deixar de marcar a cintura com a ajuda de cintos em pele de crocodilo e chapéus.

A designer afirmou, em declarações à agência de notícias AFP, que esta coleção foi uma homenagem às “primeiras exploradoras femininas, inquietas, que superaram as fronteiras geográficas e psicológicas”. “As mulheres exploradoras eram muito corajosas e se vestiam como homens, às vezes adicionando peças locais étnica” aos seus looks, acrescentou.

70 na Dior, 90 na Schiaparelli e 10 na Iris Van Herpen

Naquela que foi também a coleção comemorativa dos 70 anos da Dior, Maria Grazia Chiuri contou ainda ter mergulhado nos arquivos do fundador, Christian Dior, ficando particularmente impressionada com os modelos de alfaiataria que invadiram o guarda-roupa masculino no pós-guerra.

O desfile apresentou cerca de 300 vestidos de alta-costura – que foram ordenados cronologicamente desde 1947 até à atualidade.

Além da Dior comemorar 70 anos, a revitalizada Schiaparelli tem uma história ainda mais longa – embora interrompida.

O retorno da Schiaparelli (nascida em 1927) continua em ritmo ace

Schiparelli

lerado, com a apresentação de mais uma coleção sofisticada e artística.

A relação da Schiaparelli com a obra de Salvador Dalí remonta ao período entre as duas guerras mundiais, quando a fundadora da casa, Elsa Schiaparelli, e o artista espanhol se juntavam para trabalhar peças de vestuário e acessórios. As peças cruzaram a passarela em silhuetas fluidas, jogos de transparências e sobreposições.

Por último, a comemorar o 10.º aniversário da sua marca, Iris Van Herpen voltou a desafiar as fronteiras entre moda, arte e tecnologia.

A coleção de alta-costura outono-inverno 2017/2018, apresentada no Cirque d’Hiver, explorou o universo do fantástico mundo aquático – e também ar, água e espaço.

Algumas das peças foram desenvolvidas em colaboração com o arquiteto canadiano Philip Beesley, conhecido pelas suas instalações imersivas. Muitas das peças foram feitas num metal leve, cortadas a laser em padrões de renda e moldadas à mão.

Durante o desfile, enquanto as luzes perdiam intensidade, surgiam cinco tanques de água dentro dos quais estava o grupo dinamarquês Between Music, que se apresentou debaixo de água.

Fonte: Portugal Textil

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